A dor no topo do ombro, que piora ao levantar o braço, cruzar os braços ou deitar de lado, pode estar relacionada a um problema frequente: a artrose acromioclavicular.
Essa condição acontece quando há desgaste da articulação entre a clavícula e o acrômio (osso da escápula), que juntos formam a chamada articulação acromioclavicular.
Neste artigo, o Dr. Carlos Seito, ortopedista especialista em ombro, explica o que é a artrose acromioclavicular, quais são os sintomas mais comuns, como aliviar a dor e em quais casos a cirurgia é necessária.
O que é a artrose acromioclavicular?
A artrose acromioclavicular é o desgaste da cartilagem que reveste a articulação entre a clavícula e o acrômio. Com a perda dessa cartilagem, os ossos começam a atritar, causando dor, inflamação e limitação de movimentos.
É uma condição comum em pessoas com mais de 40 anos, mas também pode atingir atletas, praticantes de musculação e indivíduos que realizam atividades repetitivas com os braços acima da cabeça.
Principais sintomas
- Dor localizada no topo do ombro;
- Desconforto ao levantar peso, cruzar os braços ou dormir sobre o ombro;
- Sensação de rigidez ou limitação de movimentos;
- Estalos ou “cliques” na articulação;
- Dor que pode irradiar para o pescoço ou braço.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado pelo ortopedista por meio de exame físico e exames de imagem, como:
- Raio-X do ombro, que mostra sinais de desgaste e formação de osteófitos (bicos de osso);
- Ressonância magnética, útil para avaliar lesões associadas, como problemas no manguito rotador;
- Teste diagnóstico com infiltração, onde a aplicação de anestésico na articulação confirma a origem da dor.
Tratamentos para aliviar a dor
Na maioria dos casos, o tratamento inicial é conservador, com foco no alívio dos sintomas e melhora da função:
- Uso de anti-inflamatórios e analgésicos;
- Fisioterapia, para fortalecer a musculatura e reduzir a sobrecarga;
- Compressas frias, que ajudam a controlar a inflamação;
- Infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico, que reduzem a dor de forma temporária.
Essas medidas permitem que muitos pacientes tenham uma vida normal sem precisar de cirurgia.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia é considerada quando:
- O paciente não melhora com o tratamento conservador;
- A dor interfere nas atividades diárias ou esportivas;
- Há limitação funcional importante.
O procedimento mais utilizado é a ressecção distal da clavícula, geralmente feito por artroscopia, de forma minimamente invasiva. Essa técnica remove poucos milímetros do osso, eliminando o atrito e preservando a função do ombro.
A recuperação costuma ser rápida, com retorno gradual às atividades em algumas semanas.
Procure um especialista em ombro
A dor no topo do ombro não deve ser ignorada. Apenas um ortopedista especialista pode indicar se o seu caso pode ser tratado com medidas conservadoras ou se há necessidade de cirurgia.
O Dr. Carlos Seito, ortopedista em São Paulo com foco em ombro e cotovelo, oferece avaliação completa, exames avançados e tratamento individualizado para devolver conforto e qualidade de vida ao paciente.
Fontes utilizadas:
- OrthoInfo – American Academy of Orthopaedic Surgeons
- Cleveland Clinic – clevelandclinic.org
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) – sbot.org.br
- Revista Brasileira de Ortopedia – SciELO