A dor no ombro que não passa, a dificuldade para levantar o braço ou até para dormir pode ter uma causa comum: lesão do manguito rotador. Essa estrutura é essencial para os movimentos do ombro e pode ser afetada por esforço repetitivo, traumas ou desgaste natural com o tempo.
Mas, afinal, quando a fisioterapia é suficiente para tratar essa lesão? E quando a cirurgia é necessária?
O Dr. Carlos Seito, ortopedista especialista em ombro, explica as diferenças e como decidir o melhor caminho para cada paciente.
O que é o manguito rotador e como ocorrem as lesões?
O manguito rotador é formado por quatro tendões que envolvem a cabeça do úmero, sendo responsável por estabilizar e movimentar o ombro. Lesões podem ocorrer por:
- Movimentos repetitivos (uso excessivo);
- Quedas ou traumas diretos;
- Envelhecimento e desgaste dos tendões;
- Esportes com uso intenso dos braços, como tênis ou natação.
Sintomas comuns da lesão no manguito rotador
- Dor ao levantar ou girar o braço;
- Fraqueza ao realizar movimentos simples;
- Dificuldade para dormir sobre o ombro afetado;
- Estalos ou travamentos;
- Limitação funcional no dia a dia.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico envolve avaliação clínica detalhada e exames de imagem como:
- Ultrassonografia do ombro: para detectar inflamações e rupturas parciais;
- Ressonância magnética: ideal para visualizar o tipo, o tamanho e a localização da lesão;
- Raio-X: avalia alterações ósseas associadas.
Quando a fisioterapia é suficiente?
Em casos de lesões parciais, sem retração dos tendões ou sinais de degeneração avançada, o tratamento conservador com fisioterapia costuma apresentar excelentes resultados.
A fisioterapia ajuda a:
- Reduzir a dor e inflamação;
- Fortalecer a musculatura ao redor da articulação;
- Melhorar o movimento e a estabilidade do ombro.
O acompanhamento com um ortopedista é fundamental para monitorar a evolução e ajustar o plano conforme necessário.
Quando a cirurgia é indicada?
A cirurgia passa a ser considerada em situações como:
- Lesões completas (rupturas totais do tendão);
- Falta de melhora com fisioterapia após 3 a 6 meses;
- Retratação ou atrofia muscular nos exames de imagem;
- Pacientes mais jovens, ativos ou atletas;
- Dor persistente e incapacidade de realizar atividades básicas.
A técnica mais utilizada é a artroscopia do ombro, um procedimento minimamente invasivo com recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório.
Fisioterapia ou cirurgia: qual é o melhor caminho?
Não existe uma resposta única. O melhor tratamento depende de fatores como:
- Tipo e extensão da lesão;
- Idade e nível de atividade do paciente;
- Tempo de evolução dos sintomas;
- Presença de outras alterações articulares.
O mais importante é fazer um diagnóstico precoce e personalizado, para evitar que uma lesão pequena evolua e se torne mais complexa com o tempo.
Procure um especialista em ombro
Se você está com dor persistente no ombro, dificuldade para movimentar o braço ou não melhora com repouso e remédios, é hora de procurar ajuda médica.
O Dr. Carlos Seito, ortopedista em São Paulo com foco em cirurgia de ombro, está preparado para oferecer o diagnóstico certo e indicar o melhor tratamento para o seu caso — seja com fisioterapia, infiltração ou cirurgia artroscópica.
Fontes utilizadas:
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) – sbot.org.br
- OrthoInfo – American Academy of Orthopaedic Surgeons – orthoinfo.aaos.org
- Cleveland Clinic – clevelandclinic.org
- Revista Brasileira de Ortopedia – SciELO – scielo.br